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Encontros e Despedidas
A culpa vem derrotando todos os seus objetivos. No romance, Cerceau mantém sua volição pela análise do ser humano. Utilizando-se da construção de uma profundidade psicológica em seus personagens, o enredo é construído retratando-se o cotidiano, tendo cada fato uma ligação intrínseca com o caráter das personagens: nada nesta vida é por acaso.
A obra avalia um dos ícones literários mais famosos, a culpa: o ser humano passa toda a vida martirizando-se por algum fato ou comportamento reprovável que infringe o código moral (pessoal) ao qual obedece, e por isso julga-se passível de alguma condenação. A culpa passa a derrotar todos os objetivos, em volta só vê cicatrizes do que já não é nada. O que guarda são planos fracassados, ressalta o autor. Em nossos momentos de felicidade, esquecemos de viver com toda integridade merecida. Quantas vezes criamos obstáculos e barreiras em nossos caminhos. Quantas vezes remamos contra a maré. E quando estes momentos passam deparamos com o tormento chamado culpa. O beijo que não foi dado. Eu te amo não pronunciado. Um abraço, um carinho. Às vezes somente uma palavra.
Ingrid vivia solidão... Esqueceu-se que cada ser humano tem um caminho, uma história para viver...
Trauma sufocado (...)
Quando o bebê nasceu, ele sentiu-se enciumado. Irritado com o choro que ecoava em sua mente.
Ao ser preso confessou o assassinato...
As vidas de “Ingrid e Verônica” cruzaram-se naquela noite imprevista. Como depositar credibilidade em amor, sendo que foi traída em extremo grau? Restou o gosto amargo. A culpa vem derrotando todos os seus objetivos. Ah! Se ela pudesse arrancar do seu interior aquela culpa. Para encontrar a paz que precisa.
Nas noites tristes vive sonhos que não acontecem. Em volta só vê cicatrizes do que já não é nada.
O que guarda são planos fracassados. |
